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10/12/2021
Corpo

Dezembro Laranja: proteja a sua pele no verão

Campanha anual da Sociedade Brasileira de Dermatologia destaca a importância da prevenção contra o câncer de pele.

Patrícia Resende

O verão começa oficialmente no Brasil em 21 de dezembro. A data antecede as festividades de fim de ano e muita gente aproveita o período para viajar.


A estação mais quente do ano também coincide com a temporada de férias escolares. Para distrair a criançada, as famílias buscam fazer mais atividades ao ar livre, como se divertir em praias, piscinas, cachoeiras e parques. 


Devido à maior exposição aos raios do sol nessa época, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promove anualmente a campanha Dezembro Laranja.


O objetivo é conscientizar a população sobre a importância de proteger a pele para evitar o desenvolvimento de câncer.  


Em 2021, a campanha leva em conta o contexto da pandemia da covid-19. Como ainda é recomendado manter distanciamento, usar máscara e álcool em gel, a proposta é incluir a fotoproteção nesses cuidados diários. 


“A SBD lembra que a retomada da normalidade deve ser feita com respeito às recomendações das autoridades sanitárias. Além desse cuidado, a população deve agregar à sua rotina as medidas de prevenção contra o câncer de pele”.


Por que proteger a pele dos raios do sol?


Adotar hábitos e estratégias para proteger a pele dos raios solares no verão é essencial para evitar problemas como queimaduras e insolação. Os cuidados também previnem o envelhecimento e o desenvolvimento de tumores na pele. 


“Com uma exposição crônica ao sol, há maior chance de desenvolver, ao longo da vida, as lesões pré-malignas, como a queratose actínica, e o câncer de pele”, alerta a médica dermatologista Fabia Schalch, da comunidade de saúde da Alice


De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), de todos os diagnósticos da doença no Brasil, 33% deles ocorrem na pele. A cada ano, são registrados cerca de 185 mil novos casos desse tipo de câncer. 


A doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Geralmente, os tumores se manifestam como uma pinta ou mancha, muitas vezes acastanhada ou enegrecida, como um nódulo avermelhado ou como uma ferida que não cicatriza. 


Caso você reconheça esse tipo de pinta ou mancha na sua pele, não hesite em procurar o seu Time de Saúde para analisar a área afetada.



Os principais cuidados com a pele no verão


Os raios solares emitem radiação ultravioleta que não pode ser vista ou sentida. Por isso, a Organização Mundial de Saúde incentiva os países a adotarem medidas de conscientização sobre hábitos de fotoproteção desde a infância. 


“Câncer de pele e outros efeitos à saúde relacionados à radiação UV são em grande parte, evitáveis, se as práticas de proteção solar forem seguidas cedo e de forma consistente” alerta a entidade internacional.  


No Brasil, contudo, estima-se que 63% da população se expõem ao sol sem nenhuma proteção


O filtro solar deve ser usado diariamente nas partes que ficam expostas, como o rosto. No verão, o protetor deve ser aplicado em todo o corpo.  


“O que é recomendado hoje pela Sociedade Brasileira de Dermatologia é um fator acima de 30. O filtro tem que ser reaplicado a cada duas horas ou a cada vez que se sua muito ou se molha na água”, reforça a médica dermatologista Fabia Schalch.


Outra forma de se proteger é evitar a exposição direta ao sol das 10h da manhã às 16h da tarde. Nesse período, a dica é permanecer na sombra de árvores, barracas ou guarda-sol.


“Quando estamos na praia, não temos apenas a luz vinda de cima. Temos a reflexão dos raios do sol na água e na areia. Mesmo em piscina ou dentro do mar, o sol está sempre refletindo e batendo na nossa pele. Por isso que a proteção solar tem que ser permanente”, lembra a dermatologista. 


A fotoproteção pode ser reforçada com chapéu e roupas de algodão ou que tenham proteção UV.  Os óculos de sol ajudam a proteger as pálpebras e previnem lesões nos olhos, como a catarata. 

Tipos de câncer de pele


O câncer de pele não melanoma é o tipo mais frequente no Brasil e tem alto percentual de cura quando diagnosticado precocemente. Segundo o INCA, é mais comum em pessoas acima dos 40 anos. Contudo, com a constante exposição de jovens aos raios solares, a média de idade vem diminuindo.


O tipo melanoma é o mais grave, porque tem grande possibilidade de se disseminar para outros órgãos (metástase). Corresponde a 3% do total de casos de câncer registrados e pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas. Nas pessoas de pele negra, ele é mais comum nas áreas claras, como palmas das mãos e plantas dos pés.


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