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15/9/2021
Institucional

Mulheres no mercado de saúde: onde estamos e o que precisamos melhorar

A área da saúde é majoritariamente das mulheres, mas ainda existe uma desigualdade salarial considerável entre os gêneros. Saiba como é dentro da Alice.

Time Alice me disse
mulheres com tinta rosa no corpo

A área da saúde é majoritariamente das mulheres.

Dados do Censo do IBGE apontam que as mulheres representam a principal força de trabalho nesse mercado – <h3_pink> 65% dos mais de 6 milhões de profissionais dos setores público e privado são mulheres. Isso tanto nas atividades assistenciais em hospitais quanto na Atenção Básica. <h3_pink>

Mesmo entre os médicos, há muitas mulheres: elas compõem mais de 45% dos profissionais de diversas especialidades.

Porém, se olharmos mais de perto para as dobras entre esses números, a coisa muda de figura: <h3_pink> ainda há uma desigualdade salarial considerável entre os gêneros. Mais do que isso, no mercado da saúde são pouquíssimas as mulheres que ocupam cargos executivos. <h3_pink>

Uma pesquisa do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), publicada pela revista British Medical Journal, mostra que quase 80% das mulheres médicas estão concentradas nas categorias salariais mais baixas e 51% dos homens médicos, nas mais altas. O estudo também revela que, no meio médico, os especialistas homens tendem  a ocupar posições de liderança com mais frequência do que profissionais mulheres.

É um paradoxo que reflete a desigualdade de gênero, se considerarmos que, além do alto número de mulheres já atuando na área da saúde, elas também são maioria nos cursos de Medicina e Enfermagem.

Enfermeiras na linha de frente


No Brasil, as mulheres são maioria absoluta na enfermagem, representando 84,6% do corpo de enfermeiros e técnicos de enfermagem – dados da pesquisa Perfil da Enfermagem, realizada em parceria entre o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).


Talvez a informação não chegue a surpreender, mas é importante não estigmatizar a profissão. Alicerçado no cuidado, o trabalho da enfermagem demanda um olhar sensível e uma atenção especial, sendo, muitas vezes, o primeiro contato em um atendimento de saúde. Mas a atuação de enfermeiras e enfermeiros vai muito além.


Um exemplo é o cenário de pandemia em que vivemos hoje: a enfermagem e, consequentemente, as mulheres estão na linha de frente do combate ao Covid-19 – elas representam 70% entre os profissionais que atuam diretamente no enfrentamento da doença em todo o mundo.


São mulheres que cumprem mais de 12 horas de jornada todos os dias, muitas vezes sem fins de semana e folgas, que precisam agir com assertividade e agilidade em casos complexos e amparar pacientes infectados, frequentemente sem a proteção adequada, correndo o risco, elas mesmas, de contaminação. E, por isso, muitas tiveram que se isolar, afastando-se dos seus familiares.


E se são elas que lideram a luta nos hospitais, nos bastidores onde as grandes decisões são tomadas pouco estão presentes: <h3_pink> apenas 20% do comitê de emergência da OMS e apenas um quarto dos decisores nos governos centrais são mulheres, como aponta um estudo realizado em 30 países pelo grupo Women Deliver, de Nova York, em parceria com a organização francesa de pesquisa Focus 30. <h3_pink>


Isso significa que, apesar de elas viverem na pele a dura realidade da pandemia, não têm voz para contribuir com decisões de impacto global. E dados preliminares, dos mesmos órgãos, já identificaram que, quando as mulheres são envolvidas nos processos de decisão, a resposta à pandemia melhora.

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E na Alice, como é?


Os números mostram que a Alice hoje é construída majoritariamente por mulheres. Dados de março de 2021 revelam que 60% dos nossos colaboradores são mulheres, num total de 81 profissionais. Dessas, 13 ocupam cargos de gerência. Já no Time de Saúde, dos 32 profissionais da saúde, temos 23 mulheres (72%), sendo que, nesse time, dos 11 profissionais de enfermagem, 9 são mulheres.

Além disso, por aqui, as enfermeiras também são maioria na linha de frente da nossa coordenação de cuidado como gestora de saúde. Estamos falando do Alice Agora, o atendimento pelo app Alice.


É através desse canal que os membros tiram dúvidas, discutem sintomas e recebem os primeiros atendimentos em caso de emergências. E o primeiro contato é sempre com a equipe de enfermagem. E, por mais que haja a atuação dos médicos, são as(os) enfermeiras(os) que primeiro escutam, acolhem e conversam para entender sintomas e orientar sobre quais são os próximos passos em cada situação.

Não é à toa que hoje os atendimentos do Alice Agora resolvam cerca de 85% dos casos dos membros, o que significa que não é preciso um encaminhamento para especialistas ou hospitais. Responsabilidade só das mulheres? Não, mas sem dúvida, elas têm grande parte do mérito.

"Estar na linha de frente da Alice é um desafio e uma realização, tudo junto e misturado. Atuamos no atendimento espontâneo, o que pode ser desafiador, já que atendemos todos os usuários que entram, nos mais diversos perfis e condições de saúde", conta Silvia Marques, enfermeira do Alice Agora. "Poder apoiar as pessoas em um momento de angústia, traçar junto com o médico um tratamento e, ao longo dos dias, testemunhar a evolução positiva delas é uma realização. Escolhi a enfermagem para cuidar das pessoas e poder estar lá por elas."

Pluralidade de gênero é bom pra todo mundo


Empresas de pesquisa há alguns anos já comprovam que corporações com mulheres em cargos executivos e conselhos são mais eficientes e melhores de trabalhar.


Um estudo realizado pela consultoria McKinsey revelou, por exemplo, que companhias que têm três ou mais mulheres em cargos altos de gestão apresentaram melhor desempenho em todos os pontos responsáveis pela eficiência da corporação, como clima, motivação, inovação, capacitação, prestação de contas, entre outros.


Mas, peraí, vocês estão dizendo que mulheres são melhores que homens? Não, estamos dizendo que a diversidade de gênero é melhor pra todo mundo.  Mulheres e homens têm, naturalmente, visões complementares, o que enriquece a busca por soluções e permite que as empresas ofereçam produtos e serviços que atendam às necessidades específicas de diferentes grupos.



"Nosso time tem mais de 50% de mulheres e, não por acaso, diversidade e alta sensibilidade social é o que criam times altamente eficazes. <h3_pink> Existem diversos estudos que demonstram isso, e sabemos que naturalmente as mulheres tendem a ter mais sensibilidade social", <h3_pink> diz Cesar Biselli, médico do time do Alice Agora.

Então é por isso que Alice tem nome de mulher?


O porquê do nome Alice é uma pergunta recorrente por aqui, mas a resposta é bem simples. Os três fundadores, André Florence, Matheus Moraes e Guilherme Azevedo, queriam um nome que remetesse a uma pessoa.

O  motivo? Alice nasceu com o objetivo de entregar saúde de uma forma mais personalizada e próxima, por isso surge como um plano individual. Sendo assim, no fundo, poderia se chamar Marina, Rodolfo, Clara, Cauê, Dani, Vitor, por aí vai… Acontece que os três gostavam do nome Alice.


"Ah, pensei que fosse uma marca para mulheres". Também não é incomum ouvirmos isso. Vamos repetir: somos uma marca para pessoas. Inclusive, hoje entre nossos membros, atendemos uma média de 55% de mulheres e 45% homens.

Tudo isso para dizer que não, Alice não é uma marca feita (só) para mulheres. Ainda que cada vez mais ela esteja sendo feita, também, por mulheres.


Gestora de saúde, porque um plano de saúde não é suficiente


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