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24/12/2021
Corpo

Festas de final de ano, gripe e ômicron: como se prevenir?

Entenda as diferenças entre os sintomas do coronavírus e da influenza e se proteja de infecções no recesso.

Ana Beatriz Rosa


Com a chegada dos feriados festivos de Natal e Ano Novo, é normal o desejo de reencontrar amigos e familiares para celebrar o fechamento de mais um ciclo.

No entanto, o contexto atual da pandemia de covid-19 ainda pede que sejam tomadas medidas de proteção, como usar máscaras e evitar aglomerações.


Além disso, o país vive um momento em que há o aumento dos casos de gripe, provocados pela variante H3N2, do vírus influenza A.


Com ajuda da médica Maria Luisa Moura, infectologista da comunidade de saúde da Alice, preparamos este tira-dúvidas sobre como reconhecer as diferenças entre os sintomas da gripe e da covid-19, assim como entender as melhores práticas de cuidado com a saúde nos encontros de fim de ano. 


Veja as principais dúvidas a seguir:


Como saber a diferença entre os sintomas da gripe e da covid-19?


As manifestações de sintomas tanto da gripe quando da covid-19 podem ser similares em alguns aspectos, mas há diferenças importantes às quais você pode ficar atento. 


Entre os sintomas, ambas doenças podem causar problemas respiratórios, febre, tosse e espirros, por exemplo. A grande diferença está relacionada à intensidade desses sintomas.  


No caso da covid-19, os sintomas se apresentam de forma gradual, podendo ter uma piora no quadro a partir do quinto ou sexto dia da infecção.


Já no caso da gripe, os sintomas aparecem de forma imediata e se tornam mais intensos nas primeiras 48 horas da doença. E logo terminam.


Ainda, há algumas diferenças sensíveis. No caso da covid-19, por exemplo, a perda do olfato e do paladar é algo característico da doença. E, em casos mais agudos, também pode ocorrer o comprometimento circulatório e de trombose no corpo humano.


Como tratar a gripe provocada pela variante H3N2? 


Assim como no caso da covid-19, o descanso e o repouso, aliados ao tratamento específico para as dores e febre indicados pelo seu Time de Saúde, vão auxiliar no tratamento dos sintomas da gripe. 


Além disso, a imunização realizada por meio da vacina de gripe  é essencial para prevenir novos episódios de desconforto.


E o que já sabemos sobre a ômicron? A variante do coronavírus já possui dados robustos sobre grau de transmissão e letalidade?


A variante ômicron foi identificada na África do Sul no final de novembro. A nova variante do coronavírus chamou a atenção dos cientistas devido às suas mutações. 


Classificada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como uma “variante de preocupação”, a ômicron apresenta 32 mutações na proteína S, que é a chave que o vírus usa para acessar as células humanas e também a base para a formulação de grande parte das vacinas utilizadas hoje, como as vacinas de RNA mensageiro (Pfizer/Moderna) e as de adenovírus (Jansen/AstraZeneca). 


A ômicron  já foi identificada em mais de 18 países, inclusive no Brasil. Dados de estudos preliminares sugerem que essa variante é mais transmissível que a variante Delta - atualmente, a variante predominante na maioria dos países. 


Os dados sobre letalidade da ômicron ainda são incertos, mas os resultados iniciais da África do Sul sugerem que a variante não está associada à maior gravidade da covid-19. 


No entanto, mais estudos são necessários para avaliar tanto sua transmissibilidade quanto gravidade. 


Como ocorre um processo de mutação de um vírus? As novas variantes necessariamente vão se tornar mais perigosas que o vírus original da covid-19?


Os vírus sofrem processos de mutação sempre que se replicam. Muitos desses processos levam a cópias defeituosas do material viral. 


No entanto, alguns desses processos podem produzir variantes que têm alguma vantagem em relação ao coronavírus original, o que faz que tais variantes se tornem mais resistentes.


No entanto, essas vantagens não necessariamente indicam que a variante é mais perigosa. Por exemplo, uma variante pode ser mais transmissível, porém, ela pode transmitir a versão mais leve da doença.


Estou vacinado com as duas doses das vacinas contra covid-19. Posso ficar despreocupado e me encontrar com quem eu quiser?


As vacinas atuais, mesmo para a cepa selvagem do vírus, têm uma ótima eficácia contra contextos graves da covid-19. 


Ou seja, as vacinas demonstram uma ótima efetividade em prevenir internações e mortes, impedindo que os sistemas de saúde fiquem sobrecarregados.


No entanto, a eficácia para evitar a forma leve da doença e até mesmo para evitar transmissão é menor, principalmente quando falamos sobre as variantes de preocupação, como a ômicron


Por isso, é necessária a dose de reforço mesmo para quem já tomou duas doses da vacina contra covid-19.


Além disso, existem pessoas na população que têm deficiências de sistema imune, o  que causa a diminuição da eficácia da vacina. 


Dessa forma, mesmo para os vacinados ainda são necessárias medidas de precaução contra a doença: evitar aglomerações e usar máscaras continuam sendo fundamentais.


Além do uso de máscaras e do incentivo a respeitarmos o distanciamento social, existem outras medidas de prevenção efetivas caso eu vá me reunir com familiares? Pedir que os convidados façam a testagem para a covid-19 faz sentido em encontros?


Além das medidas de distanciamento e uso de máscaras, a testagem de pessoas em uma confraternização pode ser uma estratégia adicional para evitar transmissão do vírus. 


Para isso, o mais indicado é que o teste seja realizado no dia do evento. 


Ainda assim, essa medida não é uma garantia completa de que não haja alguém infectado, dado que nenhum teste tem sensibilidade de 100%. 


Assim, quanto menos pessoas, melhor!



Como ocorre a transmissão do coronavírus


O coronavírus é transmitido por meio de gotículas, ou seja, pequenas gotas da respiração ou saliva que são produzidas e se espalham quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou até mesmo fala.


Essas gotículas podem ser expelidas e acabam sendo inaladas por pessoas que tenham contato próximo à pessoa contaminada. 


De acordo com as evidências científicas analisadas até agora, a taxa de contaminação é mais alta quando as pessoas estão em contato umas com as outras (a cerca de dois metros entre elas). 


Por isso, a prática do distanciamento social é uma ferramenta importante para a redução da transmissão do coronavírus. 


Manter a distância segura entre as pessoas é importante até mesmo quando não há a presença de sintomas, uma vez que pessoas infectadas assintomáticas também podem transmitir o vírus. 


Quais são os sintomas da covid-19

Os sintomas mais comuns são:

  • Febre
  • Tosse
  • Cansaço
  • Perda de paladar ou olfato


Os sintomas menos comuns são:

  • Dor de garganta
  • Dor de cabeça
  • Tensão e dores musculares
  • Diarreia
  • Irritações na pele ou ocular


Os sintomas graves são:

  • Dificuldade respiratória ou falta de ar
  • Perda da fala ou capacidade motora


Em caso de sintomas, procure o seu Time de Saúde para avaliar seu quadro.




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