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20/3/2022
Mente

Quem é feliz tem mais saúde e vive mais, dizem estudos

Dia Internacional da Felicidade é celebrado em 20 de março para relembrar importância do bem-estar na vida.

Patrícia Resende

Há dez anos, a Assembleia Geral da ONU proclamou o dia 20 de março como Dia Internacional da Felicidade, reconhecendo a importância do bem-estar na vida das pessoas e de seu reconhecimento nas políticas públicas.

A felicidade faz bem à mente, ao corpo e, mais especificamente, ao coração. 

Pessoas que cultivam uma postura confiante e que valorizam as pequenas conquistas e prazeres do dia a dia têm menor probabilidade de desenvolver doenças. E vivem mais. 

Diversas pesquisas colheram evidências de que felicidade e saúde formam um círculo virtuoso, cujos benefícios alcançam várias dimensões da existência. 

A felicidade faz bem à saúde do coração

Um estudo realizado no Canadá indicou que pessoas que manifestam emoções positivas com mais frequência têm menor risco de desenvolver doenças cardíacas. 

Os pesquisadores convidaram quase 2.000 pessoas para falar sobre como elas se sentiam em relação ao trabalho. As respostas foram classificadas em uma escala de 1 a 5, considerando expressões de alegria, felicidade, positividade, entusiasmo e contentamento. 

Dez anos depois, os mais felizes eram menos propensos a ter doenças do coração. Para cada aumento de um ponto nas emoções positivas, o risco de doença cardíaca era 22% menor. 

Outra pesquisa, envolvendo homens e mulheres de meia-idade, examinou os efeitos biológicos da felicidade em situações corriqueiras. Os participantes tiveram que avaliar se estavam felizes em diferentes momentos e repetiram a análise três anos depois. 

Nas pessoas que indicaram estar felizes com mais frequência, foram observados batimentos cardíacos menos acelerados e melhor pressão arterial. 

“Os resultados indicam que maiores níveis de felicidade estão associados a menor quantidade de cortisol salivar tanto em dias úteis quanto em dias não úteis, respostas reduzidas ao estresse do fibrinogênio e menor frequência cardíaca ambulatorial em homens”, resumem os pesquisadores. 

Emoções positivas amenizam dores e fortalecem a imunidade

Várias linhas de pesquisa investigam como aspectos ligados à felicidade podem ser benéficos no tratamento da dor e no fortalecimento das defesas do organismo. 

Pacientes com dores crônicas, por exemplo, participaram de um programa de oito semanas na Holanda chamado de “Feliz, apesar da dor”. A abordagem consistiu na realização online de quatro exercícios de psicologia positiva validados empiricamente. 

As práticas visavam reforçar comportamentos como autocompaixão, adaptabilidade e otimismo. Os resultados principais foram maior sensação de felicidade e diminuição de casos de depressão. 

Outro estudo envolveu pessoas com desconfortos como tensão muscular, tontura e azia. Após cinco semanas, aquelas que haviam relatado maior frequência de emoções positivas também apresentaram menos sintomas ao longo do tempo. 

Os efeitos de atitudes positivas na imunidade também são objeto de estudo há bastante tempo. Uma investigação científica concluiu que a atividade do sistema imunológico pode aumentar ou diminuir dependendo do nosso estado emocional. 

Durante dois meses, 30 estudantes tomaram pílulas contendo uma proteína inofensiva, que causa uma resposta imune. Além disso, avaliaram diariamente se haviam experimentado humores positivos. 

Nos dias em que estavam mais felizes, a resposta imunológica foi melhor –ela foi medida pela presença de um anticorpo na saliva.

Uma pesquisa divulgada em 2021 também apontou correlação entre a felicidade e as defesas do corpo. Maiores níveis de positividade foram associados a marcadores inflamatórios mais baixos. 

Mente feliz: menos estresse e mais resiliência

A felicidade também tem efeitos diretos no cérebro. Com base em teorias e estudos prévios, cientistas defendem que emoções positivas podem exercer uma força compensatória em estados disfóricos (negativos), medrosos ou anedônicos (falta de prazer). 

Condições emocionais negativas muitas vezes levam a uma experiência denominada “visão de túnel”, em que a pessoa se concentra no que é ruim e deixa de ver oportunidades de sair da situação adversa. 

Já aqueles que se abrem para a felicidade ficam mais propensos a construir recursos pessoais ligados à resiliência. Nesse contexto, o contrapeso de emoções positivas pode ser determinante no combate ao estresse e na superação de problemas psicológicos.  

A felicidade também deixa a mente mais centrada. Um estudo divulgado pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos apontou maior atenção seletiva associada à sensação de bem-estar. 

Quem é feliz pode viver mais

Outro benefício da felicidade para a saúde - e vice-versa - é a longevidade. Centenas de pesquisas fazem essa conexão. 

Um estudo envolvendo quase 4.000 ingleses com idades entre 52 e 79 anos, por exemplo, colheu informações de como os participantes se sentiam em vários momentos do dia. 

Após cinco anos, foi constatado risco de morte 35% menor em pessoas que relataram estados emocionais associados à felicidade. 

Pesquisa realizada na Califórnia (EUA) obteve resultados semelhantes. Quase 7.000 pessoas foram acompanhadas por 28 anos. Aquelas mais satisfeitas com a vida tinham menor risco de morte por causas naturais. 

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